domingo, 16 de outubro de 2005

Universidade de Aveiro pede intervenção global na Mata Nacional do Buçaco

Eventual candidatura a património mundial
Universidade de Aveiro pede intervenção global na Mata Nacional do Buçaco

A Universidade de Aveiro vai propor uma intervenção global na Mata Nacional do Buçaco para recuperar o património construído e preservar as espécies botânicas, com o objectivo de apresentar uma eventual candidatura a património mundial.
Após a visita do Presidente da República à Mealhada, o processo para definir o futuro da Mata Nacional do Buçaco conheceu novos desenvolvimentos e várias entidades vão reunir-se no dia 23, na Universidade de Aveiro, para ultimar os detalhes da intervenção.
Jorge Sampaio havia afirmado que "não se pode deixar que aconteça alguma coisa para depois ouvir cada um dizer que não tem responsabilidades", referindo-se à degradação daquela mata nacional.
Carlos Cabral, presidente da Câmara da Mealhada, que se havia insurgido por serem aplicadas menos verbas na conservação da mata do que as arrecadadas com as entradas e a concessão do hotel, considera que os alertas da autarquia estão a dar resultado e que começa, finalmente, a vislumbrar-se uma "luz ao fundo do túnel" no que respeita à recuperação.
De acordo com Amadeu Soares, catedrático do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, que tem estado a desenvolver o estudo, parte das medidas que o projecto contém são elegíveis para uma candidatura ao Programa Operacional do Ambiente, aproveitando as verbas do III Quadro Comunitário de Apoio, mas para outras há que encontrar financiamentos, já que o que se pretende é uma intervenção global.
A um prazo mais longo será possível uma candidatura da mata do Buçaco a património mundial, atendendo ao conjunto e ao facto de tanto a parte construída como a botânica serem resultado da intervenção humana.
Quanto ao que há a fazer naquele espaço, a universidade espera dar o seu contributo, nomeadamente procedendo ao levantamento da flora e da fauna existente, elaborando um plano de ordenamento e propondo soluções para aproveitar o conjunto edificado existente.
É nesse contexto que o programa a apresentar no dia 23 propõe a recuperação das casas florestais e a transformação de um desses edifícios num centro interpretativo para o ensino de biologia.
Profundas alterações são também propostas para a circulação no interior da mata, com o encerramento de algumas entradas e colocação de meios de vigilância e, a mais controversa, a interdição absoluta de tráfego automóvel no interior.
"A Mata Nacional do Buçaco tem conjuntos botânicos únicos como o vale dos fetos e continua a ter circulação automóvel. Até uma carreira de autocarro lá passa", refere o cientista, salientando os efeitos nocivos da libertação de gases de escape.

in: http://ecosfera.publico.pt/noticias2003/noticia3103.asp

4 comentários:

cantaopisco disse...

Caro Afroluso

Este espaço cá continua sempre aberto a quem de alguma forma queira comentar. Parabéns por isso!

Curiosamente, o AMO-TE LUSO voltou a formas de censura grosseiras e impensáveis. Agora só pode comentar quem for membro do grupo do blog, o que significa reservar os comentários a quem bem entendem, num critério não explicado e que tem ainda o rasto do lápis azul...
Se aquele blog é um clube restrito, óptimo, que lhes faça bom proveito!

cantaopisco disse...

Quanto à matéria do posting, tenho a convicção de que desta vez vai ser possível concretizar a dinamização da Mata se os estudos não forem estudados durante muito tempo e se a CMM quiser, na verdade, aasumir a gestão da Mata.

Aguardemos pela reunião de 23/10.

Carapau de Corrida disse...

caro cantaopisco

se me enviar o seu e-mail, terei todo o gosto em lhe explicar o que se passou e em lhe enviar o convite para postar e comentar.

Já anteriormente o excluí e não gostaria que isso acontecesse novamente.

cumprimentos

cantaopisco disse...

caro carapau de corrida

o mail é cantaopisco@aeiou.pt

Cumprimentos,